É dia ,é noite...dormir para acordar,necessidades básicas para começar o dia na cidade que corre,transpira,exala a desorganização e arruma pontos para o verão.
Informações sendo curtidas,socializadas,excluidas reverberando discursões da mídia ,se discute valores humanos mas depois se muda de página,fecha,passa na velocidade de uns 10 megas ou mais se existir.Pseudos nomes,relacionamentos,lugares ,tudo pode ser no espaço virtual o compromisso não é com mais ninguém,pois se deleta e nada mais existe.
Comendo,
cuspindo,
vomitando,
transbordo a minha agonia em meio a um silêncio vasto de sensações .
Na paisagem do real passa gente,sujeira se encardi a memória,resolvo coisas,assisto um filme,bebo água,transito pelas ruas do centro de Salvador de céu azul límpido e o verde das mangueiras fartas com seus frutos ,saboreio um dia comum,conheço pessoas e planejo o que pode ser para o futuro ,acompanhado por ela.
Com fome de tudo e de nada,sinto falta e falo demais do que é real.Me iludo com a cosciência da desilusão que pode vim e sempre vem...
Com lágrimas,
gritos,
calma e sorrisos.
Assim é viver entre aqui e o alheio,eu me fixo,amo e me apego...externalizo em minha arte, na minha poética,com as minhas crianças e os estranhos .
Em meu sossego fico quieta,abro portas e janelas para os meus amigos,escuto a melodia e escrevo a felicidade ,compartilho a vida diária com o meu companheiro,entre o silêncio e o desejo.
Rosana Chagas.
Um suspiro e um sorriso para estas palavras...
ResponderExcluir